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COPA DAS CONFEDERAÇÕES 2005

copa das confederações 2005


A Copa das Confederações 2005 foi realizada na Alemanha, servindo pela primeira vez como evento-teste oficial da Copa do Mundo. A partir desta edição, o torneio seria realizado de quatro em quatro anos, sempre um ano antes do mundial de futebol.

A Copa volta para a Alemanha

O anúncio oficial, em março de 2004, apontava que seis cidades seriam as sedes da competição, Hanover, Leipzig, Cologne, Nuremberg, Frankfurt e Kaiserslautern. Entretanto, três meses depois, as autoridades da cidade se retiraram da licitação, alegando que uma necessidade de acelerar as obras do estádio geraria altos custos adicionais.

Com isso, os cincos estádios que seriam testados foram: o RheinEnergieStadion, em Cologne, AWD-Arena, em Hannover, Zentralstadion, em Leipzig, Franken-Stadion, em Nuremberg, e, o palco da abertura e da grande final, Waldstadion, em Frankfurt

Seleções Participantes

Opondo-se ao seu passado na história do torneio, que contém duas recusas e uma participação com uma seleção B, a Alemanha agora participaria como sede e teria que mostrar toda a sua força para sua apaixonada torcida.

Da Europa também, uma surpreendente Grécia se fazia presente na Copa das Confederações 2005, após conquistar a Euro 2004. Das Américas, Brasil e a vaga de campeão mundial, passando para a Argentina a vaga americana, quando venceu os hermanos, em 2004. O México era outra seleção de respeito, ainda mais após vencer a Copa Ouro. Japão, campeão da Copa da Ásia 2004, e Austrália, campeã da Copa de Nações da OFC 2004, fechavam o grupo de seleções que já participaram do torneio. De estreante, além dos gregos, a Tunísia, campeã da Copa das Nações Africanas 2004.

Alemanha 2005

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O vice-campeonato mundial, em 2002, não animou muito os torcedores da seleção alemã, que vivem desesperançosos com o futuro do time, depois da vexatória participação na Euro 2004.

Jürgen Klinsmann, que não era a primeira opção, é o responsável pela renovação dos jogadores, e também nas cores do segundo uniforme, que passou a ser vermelho. Anteriormente, ele era verde.

Ainda sem uma base montada, Klinsmann aproveitará a Copa das Confederações 2005 para realizar testes. E neles estão inclusos um poderoso meio-ataque, formado por Michael Ballack, Schweinsteiger, Sebastian Deisler e Lucas Podolski.

Argentina 2005

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Quando pensava que o mundial 2002 era o fundo do poço, a seleção argentina descobriu que ele era mais embaixo em 2004, na Copa América. Na final, a Argentina cedeu o empate para um “time B” do Brasil e foi derrotada nos pênaltis, aumentando o seu jejum de grandes títulos do selecionado principal.

Mas, o bom futebol que a seleção havia apresentado no torneio e durante as eliminatórias até então, mais a conquista da medalha de ouro nas Olimpíadas 2004, mantinham a confiança da seleção treinada por Marcelo Bielsa.

Ponto fraco em outros tempos, a defesa agora é sólida e efetiva, onde Sorín, Heinze e Zanetti, são apoiados por Cambiasso. Riquelme é único maestro pelo meio. Seus passes milimétricos aumentam as chances de ataques letais puxados por Figueroa, Tevez e Saviola.

Tunísia 2005

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Ser a primeira seleção africana a triunfar na Copa do Mundo, em 1978, foi o único feito da história da Tunísia. Na distante ocasião, os tunisianos venceram o México por 3 a 1.

Tudo mudou a partir de 1994, quando a seleção voltou a realizar boas campanhas nos principais torneios africanos e conseguiu duas classificações para mundiais. O auge se deu em 2004, quando como anfitriã, a Tunísia venceu o rival Marrocos e conquistou pela primeira vez a Copa das Nações Africanas.

Campeão em 2001 com a França, o técnico Roger Lemerre aposta todas suas fichas em um jogador. Goleador na conquista africana, o atacante brasileiro, naturalizado tunisiano, Dos Santos aumenta o poderio de ataque do time, e se o meio funcionar, ele fica ainda mais perigoso. Já a defesa, se destaca pelo entrosamento, dando mais tranquilidade e liberdade para todo o time criar.

Austrália 2005

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O terceiro título da Copa de Nações da OFC, em 2004, serviu para recuperar a moral da seleção, após mais um fracasso em chegar à Copa do Mundo de 2002.

Passando por uma evolução, que incluía a transferência da Austrália para a AFC (Confederação Asiática de Futebol), a seleção comandada por Frank Farina se destacava pela força defensiva e pela efetiva compactação de seu esquema de jogo.

Mark Schwarzer passava segurança debaixo das traves, enquanto Tim Cahill era o motor da equipe, com sua boa técnica e visão de jogo. Se tudo desse certo, Mark Viduka e John Aloisi estariam prontos para fazer o ataque também se destacar.

México 2005

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O título da Copa Ouro 2003, quando não sofreu gols, serviu para acabar com a sequência de campanhas abaixo do esperado da seleção mexicana. Na ocasião, a seleção mexicana superou o Brasil sub-23, convidado, com um gol de ouro de Daniel Osorno.

A conquista também serviu para fortalecer o nome de Ricardo La Volpe a comando da equipe, após polêmicas com jogadores experientes e a formação de uma equipe que apostava mais na defesa do que no ataque, que não agradava a todos.

Focando no coletivo, a defesa se destacava com a ótima técnica do zagueiro Rafael Márquez e a experiência do goleiro Oswaldo Sanchez. Enquanto isso, Pavel Pardo fazia o primeiro contato do meio-campo, enquanto que Zinha, que tomou a vaga do craque Blanco, ligava os ataques para o goleador Jared Borgetti.

Brasil 2005

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O título da Copa América 2004 com uma seleção B, diante da rival Argentina, manteve o moral alto da seleção brasileira, campeã mundial de 2002.

Vendo a Copa das Confederações como um ensaio de luxo para o mundial no ano seguinte, o técnico Carlos Alberto Parreira convocou o que tinha de melhor em todas posições, tendo a lateral como único setor com desfalques, Roberto Carlos e Cafu.

Mesmo também não contando com Ronaldo, o ataque estava bem escalado com a velocidade de Robinho e a força de Adriano. Já o meio era a principal arma da equipe, com Emerson e Zé Roberto fazendo a primeira linha de defesa, e Kaká e Ronaldinho Gaúcho, o melhor jogador do mundo, armando as jogadas com extrema habilidade e velocidade. O Brasil estava pronto para conquistar o tricampeonato da competição.

Japão 2005

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O tetracampeonato da Copa da Ásia, conquistado em 2004, consagrou de vez a seleção japonesa como uma das maiores potências do continente. Como prêmio, igualou a Arábia Saudita no número de participações na Copa das Confederações.

Zico mudara o estilo de jogo da equipe para uma estratégia mais defensiva e com força no ataque. Reconhecendo as limitações de algumas peças do elenco, ele gerava discórdia, mas também resultados.

O meio-campo ainda era o setor mais perigoso da equipe. Nakamura e Nakata formavam uma perigosa dupla rápida e criativa e que contava com o apetite de gols do atacante Yanagisawa. O trio estrelado agora tinha a experiência dos gramados europeus.

Grécia 2005

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Uma participação no torneio europeu, em 1980, e uma no mundial de 94, eram os dois suspiros da seleção grega de futebol. Com o aumento de investimento na liga local, na virada de século, logo o futebol conseguiu o mais surpreendente fruto: o título da Eurocopa 2004, diante do anfitrião Portugal.

Talvez, nem o mais fanático torcedor tenha apostado de fato na campanha vitoriosa de sua seleção, mas era fato que a retranca armada pelo técnico, Otto Renhagel, tinha dado certo e segurado adversários de respeito até o inédito título continental.

O time base foi mantido com diversos jogadores experientes, como o seguro goleiro, Nikopolidis, e o capitão central, Zagorakis. Dos jovens destaques, Kyrgiakos oferecia velocidade e iniciativa para a defesa, tornando-a muito difícil de ser batida para qualquer adversário.

Tabela de Resultados da Copa das Confederações 2005

copa das confederações 2005 resultados

A Final

brasil 4 x 1 argentina – 29 de junho de 2009

final copa das confederações 2005

Aproximadamente, 46 mil pessoas lotaram o Waldstadion, em Frankfurt, para acompanhar uma final dos sonhos, entre os rivais Brasil e Argentina. As duas potências do futebol sofreram para passar por adversários duros na semifinal, mas honravam a boa campanha com uma participação na grande final.

O equilíbrio entre as duas equipes foi visível no número de oportunidades criadas por ambas na primeira etapa. Entretanto, a criatividade brasileira, e não tão presente na Argentina, fez a diferença e foi essencial para o Brasil virar o jogo vencendo por 2×0. Adriano e Kaká acertaram dois petardos da intermediária e colocaram a seleção canarinho em vantagem.

Acabando com qualquer poder de reação, Ronaldinho Gaúcho fez com um minuto do segundo tempo, após cruzamento de Cicinho. Era um baque para os argentinos, não só no placar, mas como em campo, totalmente envolvidos com os ataques de Kaká, Robinho e Adriano, que antes dos 20 minutos, ampliava o placar para quatro. Aimar descontou logo em seguida, mas a goleada já estava decretada. Um show brasileiro diante de seus maiores rivais para se tornar tricampeão da Copa das Confederações.

Classificação Geral da Copa das Confederações 2005

copa das confederações 2005 classificação geral

Seleção Campeã

brasil campeão copa das confederações 2005

01. GK Dida [Milan/ Itália]
02. DF Maicon [Monaco/ França]
03. DF Lúcio [Bayern Munich/ Alemanha]
04. DF Roque Júnior [Bayer Leverkusen/ Alemanha] – capitão
05. MF Emerson [Juventus/ Itália]
06. DF Gilberto [Hertha BSC/ Alemanha]
07. FW Robinho [Santos/ Brasil]
08. MF Kaká [Milan/ Itália]
09. FW Adriano [Internazionale/ Itália]
10. MF Ronaldinho [Barcelona/ Espanha]
11. MF Zé Roberto [Bayern Munich/ Alemanha]
12. GK Marcos [Palmeiras/ Brasil]
13. DF Cicinho [São Paulo/ Brasil]
14. DF Juan [Bayer Leverkusen/ Alemanha]
15. DF Luisão [Benfica/ Portugal]
16. DF Léo [Benfica/ Portugal]
17. MF Gilberto Silva [Arsenal/ Inglaterra]
18. MF Juninho [Lyon/ França]
19. MF Renato [Sevilla/ Espanha]
20. FW Júlio Baptista [Sevilla/ Espanha]
21. FW Ricardo Oliveira [Real Betis/ Espanha]
22. MF Edu [Arsenal/ Inglaterra]

Técnico: Carlos Alberto Parreira

FONTES
arquivodosmundiais.com.br
fifa.com
reddit.com
Arte Geral: Luis Eduardo C. Bortotti

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