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COPA DAS CONFEDERAÇÕES 2001

copa das confederações 2001


A Copa das Confederações 2001 foi a terceira realizada e a primeira que contou com dois países como sedes oficiais, Japão e Coreia do Sul.

A chega ao Japão e à Coreia

Em Novembro de 1996, a FIFA batia o martelo e definiria a sede conjunta entre Japão e Coreia do Sul para a Copa de 2002. Junto a outros impasses resolvidos, como cidades da abertura e da final, estava declarado o rodízio entre todos os continentes para sede dos futuros mundiais.

Com o grande sucesso da edição do torneio em 1999, a FIFA viu uma grande oportunidade na realização próxima Copa das Confederações. Ela seria a de transformar a competição em um evento-teste para o mundial de 2002. Isso, serviria de estímulo para o crescimento da qualidade e do reconhecimento do torneio.

O crescimento foi visto de imediato, com a definição de seis cidades sedes, todas do mundial, sendo três em cada país. Ulsan, Suwon e Daegu, essa última servindo de abertura e disputa do terceiro lugar, foram as escolhas coreanas. Kashima, Niigata e Yokohama, palco da grande final, as cidades japonesasOutra novidade da Copa das Confederações 2001 era o aumento do número dos convocados pelas seleções, passando de 20, para o máximo de 23 jogadores.

Seleções Participantes

Realizada entre 30 de maio e 10 de junho de 2001, ela foi prejudicada com o pequeno espaço de tempo entre jogos e a proximidade com a realização dos Jogos Olímpicos de Futebol, em Sydney. Isso resultou no envio de seleções B, por França e Brasil, que pouparam os seus principais jogadores.

Com, geralmente, uma vaga reservada ao país-sede, essa edição teve a sorte do Japão ser o campeão da Copa da Ásia 1998, fazendo com que a Coreia do Sul participasse como anfitriã. Somados a eles, Brasil, campeão da Copa América 1999, França, campeã da Eurocopa 2000, Camarões, campeão da Copa das Nações Africanas 2000, Canadá, campeão da Copa Ouro 2000, Austrália, campeã da Copa das Nações 2000, e México, campeão da Copa das Confederações 1999. Foi a única vez que o campeão da edição anterior teve vaga garantida na competição.

França 2001

frança copa das confederações 2001

Até os anos 80, o máximo da seleção francesa foi a terceira colocação no mundial de 1958. Entretanto, liderados por Platini, a França encantou os olhos do mundo inteiro com um futebol rápido e magistral, coroado com o título da Eurocopa de 84 e participação em duas semifinais de Copa do Mundo, 82 e 86.

Após anos ausente de grandes competições, os franceses finalmente chegaram ao topo do mundo em 1998, quando foram sede e campeões, com muitos créditos, da Copa do Mundo de 1998 e bi campeões da Eurocopa, em 2000.

Ainda com a seleção em seu auge, o técnico Roger Lemerre poupou alguns nomes importantes, mas montou um elenco de qualidade, com jogadores como Dugarry, Vieira, Pires, Silvestre e Lizarazu, para utilizar a competição como teste para a Copa do Mundo 2002. Vale lembrar que a seleção francesa não participará das eliminatórias, não tendo nenhum torneio oficial até o mundial da Coreia e do Japão.

Austrália 2001

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A conquista do terceiro título da Copa de Nações da OFC, em 2000, serviu para recuperar o ânimo da seleção australiana, após o sonho da Copa adiado, em 1997, e a derrota, em casa, diante da rival, Nova Zelândia, na final continental, em 1998.

O incrível vice campeonato intercontinental, em 1997, era o último orgulho futebolístico do país, mas, ao menos fez o mundo conhecer o futebol da Austrália. Não à toa, na seleção convocada pelo técnico Frank Farina havia apenas cinco jogadores que atuavam em sua liga nacional.

Sua artilheira defesa estava entrosada, com jogadores como Moore e Vidmar, que defendiam o Celtic, da Escócia. De maior destaque, o meia, Josip Skoko, e o atacante, Clayton Zane, que criavam rápidas ligações entre o meio e o ataque, ampliando o número de oportunidades de gol.

Coreia do Sul 2001

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Figurinha carimbada nas Copas do Mundo, desde 1986, a Coreia do Sul com certeza era uma das maiores seleções da Ásia. Mesmo com apenas dois distantes  campeonatos continentais, em 56 e 60, a seleção sul coreana realizava boas campanhas em diversos campeonatos e categorias do futebol, sendo coreada com diversas participações em mundiais.

Na atual seleção, com certeza, o técnico Guus Diddink era a figura de maior estrela. Com diversos títulos na carreira, o treinador era a grande esperança de sucesso no mundial em que seria anfitriã.

E para isso, ele montou uma equipe fisicamente forte e que valorizava o jogo pelo meio. Para o fracasso, apenas o nervosismo de estar jogando em casa e, finalmente, realizar uma boa campanha em nível mundial.

México 2001

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O atual título da Copa das Confederações 99 e a boa campanha na Copa 98 eram passado. A péssima campanha na Copa Ouro 2000 foi a última da era de Manuel Lapuente e a seleção mexicana passava por uma reformulação.

Com a aposta em novos nomes que se destacaram na forte liga nacional, o técnico Enrique Meza também barrou alguns medalhões. Jorge Campos, Luiz Hernández e García Aspe talvez não fizessem mais parte da seleção mexicana.

Coube a Claudio Suárez, José Abundis e Víctor Ruiz comandar os nomes selecionados mexicanos em busca de uma boa campanha defendendo o título do torneio. Confiança e necessidade de erguer o moral eles tinham.

Japão 2001

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A conquista invicta da Copa da Ásia 2000, com direito a muitas goleadas, foi essencial para recuperar o moral da seleção japonesa e apagar os vexames recentes na Copa 98 e Copa América 1999. Passar de fase no mundial, no ano seguinte, era o mínimo que o Japão gostaria de conquistar.

Com um esquema arrasador, que espalhava os jogadores pelo campo e exigia o máximo de qualidade técnica e velocidade que eles possuíam, o técnico francês, Philippe Troussier, apostava tudo no ataque e em toda criatividade que Nakata, Ono, Nishizawa e Suzuki poderiam apresentar.

O fator casa, que funcionou na conquista continental de 1992, era um aliado importante e essencial para levar uma jovem, e ótima, seleção japonesa ao sucesso mundial.

Brasil 2001

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Um raro mau desempenho nas eliminatórias para a Copa do Mundo 2002 era um cenário que a seleção brasileira queria apagar a qualquer custo. Entretanto a proximidade entre Copa das Confederações e Copa América era, mais uma, dificuldade para convocar a força máxima necessária para este feito.

O técnico Émerson Leão optou por escalar uma seleção recheada de novos nomes dos torneios do Brasil e destaques em ligas europeias menores. Apenas o goleiro Dida figurava em outras convocações. Mesmo assim, a defesa era jovem e forte, formada por Lúcio, Edmílson e Zé Maria.

Já, o ataque contava com nomes menos celebrados, como Washington e Magno Alves. Mas, o time tinha a determinação de apresentar um bom futebol e realizar uma campanha digna do tamanho da seleção brasileira.

Camarões 2001

camarões copa das confederações 2001

O bom desempenho na Copa 98, quando arrancou empates de Chile e Áustria, não era muito ambicioso, entretanto era necessário para provar que a seleção camaronesa estava pronta para reconquistar boas campanhas internacionais.

O título da Copa das Nações 2000, na Nigéria, quando se reinventou na fase final e derrotou, nos pênaltis, a favoritíssima seleção anfitriã. Foi apenas um começo de um selecionado técnico e muito competitivo.

A forte linha defensiva, com Song, Kaçça e Wome, e o rápido e letal ataque, com Eto’o e Mboma, são os pilares da equipe. Mas, precisa torcer para que goleiros e meio-campistas acompanhem o ótimo nível técnico de seus companheiros para alcançarem resultados ainda melhores.

Canadá 2001

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O título do Campeonato da CONCACAF, em 1985, e a inédita conquista da vaga para a Copa do Mundo, em 1986, foram os únicos sucessos da seleção do Canadá, um país não muito ligado ao futebol.

O técnico Holger Osieck, que fez parte do corpo técnico da Alemanha campeã mundial de 1990, chegou, em 1999, com a missão de acabar com isso. E, montando uma equipe muito obediente tecnicamente e que reconhece os seus limites, conquistou, em 2000, a primeira Copa Ouro da história do Canadá.

Com o gosto de missão comprida, o técnico alemão agora teria a oportunidade de ter os seus jogadores em desafios maiores. E, para uma campanha honrosa, apostava as fichas na segurança defensiva de Jason de Vos e na qualidade técnica do meia ofensivo, Jim Brennan.

Tabela de Resultados da Copa das Confederações 2001

copa das confederações 2001 resultados

A Final

frança 1 x 0 japão – 10 de junho de 2001

Mais de 65.000 espectadores lotaram o magnífico estádio de Yokohama para conferirem a grande final da Copa das Confederações 2001. A França claramente era a grande favorita, mas muitos ali presentes, acreditavam na vitória do Japão. Até ali, os japoneses não haviam tomado nenhum gol e seguraram os tetracampeões brasileiros na primeira fase.

Mas todo o entusiasmo acabou com a bola rolando. Sem a presença do craque Nakata e de Suzuki, o Japão sofreu com as inúmeras subidas ao ataque, por parte da França, que logo controlou o meio, graças ao alto nível técnico de seus jogadores. O gol de Patrick Vieira, aos 30 minutos, deu uma certa tranquilidade aos franceses, após várias tentativas falhas de Anelka e Wiltord.

A seleção japonesa finalmente entrou no jogo durante o segundo tempo, com as entradas de Miura e Nakayama. Esse último, foi o grande responsável por bons avanços que colocavam em perigo a superioridade europeia. Mas, graças a experiência de seu time, a França obteve o controle do jogo novamente e, sem sucumbir, segurou o ataque japonês até o final. Assim, pode comemorar o seu terceiro grande título, em menos de quatro anos, e consolidar a sua melhor geração da história.

Classificação Geral da Copa das Confederações 2001

copa das confederações 2001 classificação geral

Seleção Campeã

frança campeã copa das confederações 2003

01. GK Ulrich Ramé (Bordeaux/ França)
02. DF Willy Sagnol (Bayern Munich/ Alemanha)
03. DF Bixente Lizarazu (Bayern Munich/ Alemanha)
04. MF Patrick Vieira (Arsenal/ Inglaterra)
05. DF Nicolas Gillet (Nantes/ França)
06. FW Youri Djorkaeff (Kaiserslautern/ Alemanha)
07. MF Robert Pirès (Arsenal/ Inglaterra)
08. DF Marcel Desailly (Chelsea/ Inglaterra) – capitão
09. FW Nicolas Anelka (Paris Saint-Germain/ França)
10. MF Éric Carrière (Nantes/ França)
11. FW Sylvain Wiltord (Arsenal/ Inglaterra)
12. GK Grégory Coupet (Lyon/ França)
13. DF Mikaël Silvestre (Manchester United/ Inglaterra)
14. FW Frédéric Née (Bastia/ França)
15. MF Jérémie Bréchet (Lyon/ França)
16. MF Olivier Dacourt (Leeds United/ Inglaterra)
17. FW Steve Marlet (Lyon/ França)
18. DF Frank Leboeuf (Chelsea/ Inglaterra)
19. DF Christian Karembeu (Middlesbrough/ Inglaterra)
20. DF Zoumana Camara (Marseille/ França)
21. FW Christophe Dugarry (Bordeaux/ França)
22. MF Laurent Robert (Paris Saint-Germain/ França)
23. GK Mickaël Landreau (Nantes/ França)

Técnico: Roger Lemerre

FONTES
arquivodosmundiais.com.br
fifa.com
reddit.com
Arte Geral: Luis Eduardo C. Bortotti

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